Os quatro empresários envolvidos na Operação Turbulência, da Polícia Federal, que estão presos, desde junho deste ano, no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, serão soltos na tarde desta quarta-feira (14). Até Paulo César de Barros Morato, que morreu em junho, foi beneficiado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio, concedeu o habeas corpus a João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, considerado um dos cabeças da organização. O magistrado estendeu a decisão a Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santana, Artur Roberto Lapa Rosal e Paulo César de Barros Morato, que foi encontrado morto no Motel Tititi, em Olinda. A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJe) desta quarta-feira (14).
Na decisão, o ministro pede para que o envolvido seja advertido da necessidade de permanecer na residência indicada, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar transferência que venha a ocorrer e de adotar a postura que se aguarda “do homem integrado à sociedade”. A medida acauteladora é estendida aos outros corréus, com os mesmos cuidados. A decisão é do dia 13 de setembro.
No texto, a defesa usou como justificativa para solicitar o habeas corpus a não indicação de elementos concretos relativos à possibilidade de interferência nas investigações ou de persistência das ações criminosas.
Eles são acusados de envolvimento em uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro para financiar as campanhas do ex-governador Eduardo Campos (PSB), em 2010 e 2014.
A Polícia Federal informou que ainda não foi notificada sobre a soltura dos envolvidos e que não se pronuncia sobre as decisões da Justiça.