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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Taxa de desemprego sobe a 11,8% no trimestre até agosto, mostra Pnad do IBGE

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,7%

Por: AE
Publicado em: 30/09/2016 09:34 Atualizado em: 30/09/2016 10:16

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. Foto: Waldecis Galor/SMCS (A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. Foto: Waldecis Galor/SMCS)
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. Foto: Waldecis Galor/SMCS

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto de 2016, o maior resultado já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A série histórica da pesquisa foi iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,7%. No trimestre encerrado em julho deste ano, o resultado ficou em 11,6%.

O resultado divulgado nesta sexta-feira ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,40% e 11,90%, com mediana de 11,70%. A pesquisa aponta que, atualmente, existem 12 milhões de desempregados no pais, o que representa uma alta de 5,1% em comparação ao período anterior.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. O resultado representa queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 177 bilhões no trimestre até agosto, queda de 3% ante igual período do ano anterior.

O número de trabalhadores autônomos, que vinha aumentando junto com o desemprego, também sofreu uma queda de 3,2%, o que representa para 22,2 milhões de pessoas no setor. O número de trabalhadores do setor público, por outro lado, cresceu 1,6% sobre o trimestre anterior.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

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