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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Benjamin relata calote de campanha a João Santana e Mônica Moura após Lava Jato


Ministro Herman Benjamin, relator do julgamentoFoto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Herman Benjamin reproduziu trechos do depoimento de Mônica Moura, mulher do marqueteiro de João Santana, sobre o pagamento de caixa dois durante a campanha de 2014.

Moura contou ao ministro que o casal cobrou R$ 105 milhões pelos serviços de marketing eleitoral naquela ocasião. Desse valor, R$ 70 milhões pagos legalmente e R$ 35 milhões, não contabilizados, acertados com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Porém, os pagamentos aconteceram até novembro de 2014, segundo a empresária. Era comum que as dívidas fossem liquidadas ao longo do ano seguinte, e a escalada da Operação Lava Jato fez com que as transferências forem suspensas.

"A rigor, eles levaram calote", disse Benjamin.

Muralha da China

O ministro Herman Benjamin volta a citar a expressão "Muralha da China" para definir a proteção e a segurança com que a Odebrecht gerenciava seus pagamentos ilegais.

Ele disse que a "muralha" só foi desguarnecida uma única vez, quando Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, foi cobrar pagamentos pessoalmente em um escritório. A partir daí, foi revelado qual era o apelido dela nos repasses: "Feira", até então conhecido por poucos executivos da empreiteira. O apelido se tornou prova em ordem de prisão contra o casal na Lava Jato, no início de 2016.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou na manhã desta sexta-feira (9) o quarto dia de julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014. A expectativa é de que a decisão saia ainda nesta sexta-feira. O relator, ministro Herman Benjamin, deve finalizar a leitura de seu parecer sobre a ação e, após o voto do relator, cada ministro terá cerca de 20 minutos para proferir o voto.

Na primeira parte de seu voto, lida ontem (8), o relator afirmou que a campanha da chapa praticou abuso de poder político e econômico por ter recebido propina como doação eleitoral. Ele ponderou, no entanto, que os crimes atribuídos à chapa vencedora também foram praticados por outros partidos.
 Fonte: Folha Pe

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