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terça-feira, 26 de setembro de 2017

São Lourenço: Câmara pode instalar CPI contra prefeito



Líder da oposição na Câmara dos Vereadores de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR), o vereador Antônio Barros (PSB), mais conhecido como Manga, afirmou ao LeiaJá, nesta terça-feira (26), que pretende instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa para averiguar as irregularidades que o prefeito Bruno Pereira (PTB) está sendo acusado. O procedimento, de acordo com ele, será adotado assim que o Legislativo for notificado sobre os autos da Operação Tupinambá, deflagrada hoje, que afastou o petebista das suas funções.

"Se os desvios forem verídicos não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Estudamos sim, sem dúvida, instaurar uma CPI para investigar e cassar, se for o caso, o mandato dele", declarou. Antônio informou também que antes desta operação já havia solicitado ao Tribunal de Contas do Estado a realização de uma auditoria na situação financeira da cidade, além da questão das obras inacabadas. "Estávamos aguardando um retorno do órgão", completou.

A Câmara de Vereadores em São Lourenço consta com 15 parlamentares e quatro deles são da oposição. Da bancada governista, o LeiaJá não conseguiu retorno.

Com o afastamento de Bruno Pereira pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), acusado de desviar verbas e bens municipais, quem deve assumir o comando da cidade é o vice-prefeito Gabriel Neto que, inclusive, está rompido politicamente com o petebista. À reportagem, Neto disse que não se pronunciaria até ficar a par de toda a situação.

Desde o início da manhã, a sede da prefeitura de São Lourenço está fechada. O expediente no local inicia normalmente por volta das 7h, mas o prédio não foi aberto. Por determinação da Justiça, Bruno e outros servidores foram proibidos de ter acesso ao local. Até o momento, a assessoria de imprensa da prefeitura ainda não se manifestou.

A Operação Tupinambá cumpriu 14 mandados de busca e apreensão domiciliar no Recife, São Lourenço, Camaragibe, Caruaru e Bezerros. As medidas judiciais foram expedidas pelo Desembargador Odilon de Oliveira Neto.

Festa milionária

Bruno Pereira é o mesmo que em agosto deste ano foi impedido de realizar uma festa orçada em R$ 4 milhões, segundo dados divulgados pelo TCE. O petebista, na época, foi notificado pela situação financeira da administração municipal já que em janeiro deste ano ele decretou estado de calamidade financeira. Na ocasião, Bruno acusou a oposição de articular contra a sua gestão, mas acatou a recomendação do TCE.

Fonte: Leia Já

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