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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Câmara Municipal de São Lourenço da Mata vive tensão política


Política em São Lourenço se transformou em caso de polícia

Foto: Reprodução/Google Street View
Vinícius Sales

Além das inúmeras dificuldades encontradas no município, São Lourenço da Mata sofre com o acirramento político entre os vereadores da cidade. Sendo reconduzido à presidência da Câmara Municipal, após ser “cassado” ilegalmente por um grupo de vereadores, o vereador Denis Alves (Podemos) abriu denúncia no Ministério Público de Pernambuco contra 11 parlamentares ligados ao antigo prefeito, Bruno Pereira (PTB) . A justificativa seria possíveis irregularidades praticadas durante o afastamento do presidente da Câmara. O caso está em análise na Promotoria de Justiça do município.

“As denúncias que eu fiz contra o prefeito acabaram resultando em seu afastamento, só que esses 11 vereadores são aliados do antigo prefeito. Eu mostrei a eles as irregularidades, só que, ao invés de denunciarem, e fazerem seu papel de vereador, eles simplesmente ficaram calados.”

Anteriormente, o presidente da câmara havia sido denunciado oficialmente pelo suplente, Maurício Carneiro da Silva (PHS). Ele foi acusado por falsidade ideológica e uso de documentos falsos na abertura de empresas de medicamentos e matérias hospitalares localizado de um assessor parlamentar. Os vereadores o acusaram de ter usado CPFs e RGs falsos. Já no dia 10, a polícia civil apresentou nova denúncia contra contra a dupla, porém inseriu mais um assessor de Denis, Marcelo Lourenço da Silva.

“Como eles são maioria, eles ficam tentando me derrubar. Depois que eu voltei, eles tentaram apresentar uma outra denúncia, que eu teria empresas fantasmas na Câmara, alegando que eu não tenho contratos das empresas para comprovar que não são minhas. Só que, quando eles tomaram o poder à força, eles sumiram com a documentação da Câmara. Contudo, as empresas contratadas possuem uma cópia do contrato e já estou reavendo esses documentos”, se defendeu.

O vereador Manga (PSB) rebate o argumento do colega parlamentar afirmando que todo o processo acerca do afastamento de Denis foi conduzido de acordo com o regimento da casa.

“Na verdade, não houve nenhum tipo de prevaricação porque 12 vereadores assinaram o termo de afastamento do presidente. É importante entender que a câmara recebeu as denúncias através do delegado de polícia e nós encaminhamos tudo para a Promotoria, Polícia Federal, Receita Federal e Tribunal de Contas. Tudo o que nós apuramos, nós fizemos ciências a essas instituições”. Respondendo sobre o roubo de documentos, ele recusa a hipótese apresentada pelo presidente.

PCPE

Procurada, a Polícia Civil confirmou que há investigações sobre o furto de documentos na sede do Legislativo. O delegado Ricardo Silveira já ouviu todos os envolvidos.

Fonte :JC.