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domingo, 12 de novembro de 2017

Convenção nacional será decisiva para PSDB-PE

Daniel coelho x Bruno AraújoFoto: Roger

A guerra de farpas entre o ministro das Cidades e presidente estadual do PSDB, Bruno Araújo, e o deputado federal Daniel Coelho (PSDB) revela, nos bastidores, um jogo de interesses pelo poder. Depois de ter sido vetado para a tesouraria da executiva em Pernambuco, comenta-se, na coxias, que Daniel almeja, com uma eventual vitória do senador Tasso Jereissati à presidência da legenda, a vaga nas estruturas da nacional para aumentar o poder de fogo contra o correligionário.

A convenção está marcada para o próximo dia 9 de dezembro e será decisiva porque, caso o senador ganhe, Araújo, que apoia a candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, poderá ficar enfraquecido. Nacionalmente, o “centrão” também tenta fritar o ministro no governo do presidente Michel Temer. No entanto, se Perillo vencer, crescem as possibilidades de Daniel deixar a sigla.

Em reserva, tucanos avaliam que, se a eleição fosse hoje, Tasso venceria com folga. "As denúncias contra Aécio são muito graves e Perilo também está enrolado em denúncias. Hoje, Tasso tem cerca de 340 votos enquanto Perillo tem 240", afirmou a fonte. Ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sinalizou apoio a Tasso. Atualmente Daniel exerce a função de vogal na nacional enquanto Bruno Araújo é vice-presidente.

A repercussão da possível vitória do senador se dá diretamente no plano local. Embora Araújo tenha uma posição administrativa boa, por ser o presidente estadual, politicamente a situação dele poderá se complicar. Além de não deixar de ter um alinhamento com a nacional com sempre ocorreu no partido, ele não tem apoio de quadros do PSDB na Região Metropolitana do Recife (RMR), como Cabo, Ipojuca, Jaboatão e Moreno. Os aliados dele são a família Lyra, em Caruaru, o prefeito de Gravatá Joaquim Neto e alguns nomes como a deputada estadual Terezinha Nunes.

Para uma fonte da cúpula tucana, o ministro cometeu um erro ao excluir lideranças importantes, como Daniel e o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB). No entanto, outro tucano pondera que a tesouraria não mexeria na distribuição de recursos partidários nem na força de Araújo em Pernambuco. "A destinação das verbas é de acordo com o número de deputados federais. São regras estatutárias. Num partido, quem manda, na verdade, é o presidente", destacou.

Araújo deseja se candidatar a senador, em 2018. Uma saída é tentar compor a majoritária pela oposição. No entanto, dentro do grupo há outros nomes como os senadores Fernando Bezerra Coelho (PMDB) e Armando Monteiro Neto, além do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). Procurado, Daniel disse que não tem interesse em cargos relacionados às finanças do PSDB, embora tenha mirado a tesouraria na instância estadual.

Fonte : Folha de PE.

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