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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Lafepe vai investir R$ 50 milhões em equipamentos, insumos e treinamento

Lafepe
LafepeFoto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco
O Laboratório farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) vai investir aproximadamente R$ 50 milhões na aquisição de equipamentos, insumos e treinamento de pessoal para se tornar capaz de produzir, dentro de cinco anos, medicamentos para hepatite C e esclerose múltipla. O resultado é fruto da assinatura da Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP)  firmada com o Ministério da Saúde, que vai possibilitar o repasse da tecnologia para produção dos medicamentos Sofosbuvir e Fingolimode, dos laboratórios Gilead e Novartis, respectivamente.

Além desses, o laboratório também foi contemplado com as parcerias para desenvolvimento dos medicamentos Darunavir, Dolutegravir (ambos antirretrovirais para tratamento de aids) e Oseltamivir (antiviral contra o vírus H1N1).
No total, o laboratório público pernambucano submeteu a análise do Ministério da Saúde um total de sete projetos, sendo contemplado com cinco.

"Queríamos muito essa vitória, que vai possibilitar avançarmos em termos de conhecimento de tecnologia de produção de medicamentos, como o produzido pela Gilead, pioneira no desenvolvimento de drogas para tratamento da hepatite C no mundo, com quase 95% de eficácia na cura da doença. É fabuloso saber que estamos trabalhando para que em 20 anos possamos acabar com essa doença mundialmente”, afirma o diretor comercial do Lafepe, Djalma Dantas.
Segundo ele, essa parceria especificamente deve também ir além dessa produção isolada para o Ministério da Saúde. “O laboratório sinalizou que pretende usar o Lafepe como plataforma de produção para novos produtos e isso é um ganho inestimável”, evidencia Dantas, que destaca que o Lafepe foi o primeiro laboratório público do País a concluir todas as etapas de uma PDP.
Ainda de acordo com Dantas, a partir de 2024, quando o processo de transferência de tecnologia para produção do medicamento for concluído, a planta pernambucana elevará a capacidade produtiva de 330 milhões de unidades para 550 milhões por ano. “Inicialmente vamos atuar gradativamente, primeiro na confecção das embalagens, depois no controle de qualidade, para no fim da transferência da tecnologia começarmos a produzir por conta própria”, explica Dantas.
Vale destacar que o grande propósito do programa de parcerias entre laboratórios públicos e privados é levar ganhos para todos os envolvidos: o parceiro privado, que detém o mercado por um prazo de cinco anos, e o Lafepe, que no fim será o único a comercializar os medicamentos, e, claro, o Ministério da Saúde, que vai adquirir medicamentos essenciais por um valor entre 27% e 30% mais barato.
Fonte: Folha Pe

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