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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Surge no PT uma voz afinada com o bom senso

Petistas de Pernambuco não admitem outro candidato como alternativa a Lula 
Até os carcereiros de Lula sabem que pela Lei da Ficha Limpa ele está inelegível às próximas eleições presidenciais. E que o PT tem que escolher outro nome se quiser participar do pleito. Apesar disto, os principais líderes do partido – tais como a presidente Gleisi Hoffmann, o ex-presidente Rui Falcão e os senadores Humberto Costa e Lindberg Farias continuam dizendo que a legenda não trabalha com “plano b”. Ou seja, o candidato é o ex-presidente, e ponto final, como se ele não estivesse preso (injusta ou injustamente), em Curitiba, acusado de corrupção passiva e ocultação de patrimônio. Não ter “plano b” é uma burrice, pois recomendam as boas regras da política que em ano de eleição partidos não devem trabalhar com uma só alternativa. Porém, no meio de tanta estupidez, apareceu uma voz de bom senso no partido, Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, sugerindo o que o PT poderia fazer para limpar sua barra na classe média e não correr o risco do isolamento: apoiar o ex-ministro Ciro Gomes, indicando o candidato a vice. Mas mal essa proposta saiu do forno e já recebeu contestação de petistas de Pernambuco, baseados nos 30% de intenções de voto que o ex-presidente tem nas pesquisas. Esses mesmos estão esquecidos de que a taxa de rejeição a Lula é superior a 50%, e que num eventual segundo turno todos os candidatos que sobrarem poderiam se juntar para derrotá-lo.
Aliancista desde 2014
Não é de hoje que Jaques Wagner defende que o PT abra mão da cabeça da chapa para presidente a fim de apoiar outro candidato. Em 2014, dizendo-se autorizado por Lula, ele conversou uma tarde inteira, em Salvador, com o então governador Eduardo Campos, tentando convencê-lo a desistir da candidatura. A contrapartida seria o apoio a Campos em 2018.
Quem se habilita? – Alas do PSB que defendem a candidatura de Joaquim Barbosa a presidente da República já estão à procura de um economista para fazer a cabeça dele sobre temas econômicos, tal como fez Bolsonaro (PSL) ao convidar Paulo Guedes para assessorá-lo. Resta ainda saber se o explosivo Joaquim está disposto a “comer pela mão dos outros”.
Saiu mesmo? – Pesquisa encomendada pela Frente Popular constatou que quase ninguém em Pernambuco sabe que o ex-prefeito do Recife, João Paulo, trocou o PT pelo PCdoB. Na prática, é como se ele ainda fosse petista, já que tem a cara do PT onde militou por 38 anos.
Reforço de votos – O deputado Lucas Ramos (PSB) voltou ontem do Pajeú, onde integrou a comitiva do governador Paulo Câmara, com um bom reforço eleitoral na bagagem. O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), decidiu apoiar sua reeleição.
À cata de votos – Adilson Gomes, secretário-geral do PSB-PE, entrou na disputa por um mandato de deputado estadual, mas só tem condições de se eleger se o “Palácio” ajudar. O danado é que o “Palácio” prometeu votos a muita gente, mas não tem onde ir buscá-los.
Com restrições – Ciro Gomes (PDT) estaria disposto a aceitar um vice do PT, desde que seja Fernando Haddad, ex-prefeito de SP, com quem se encontrou na semana passada. Aceitar qualquer um que o PT indicar, certamente não aceitará. Haddad é professor da USP e passou pela prefeitura da maior cidade do país sem se envolver em nenhuma trapaça.
Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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