Teste Teste Teste

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Alianças artificiais nem sempre são bem sucedidas

Presidente regional do PT dá quase como certa a retirada da candidatura de Marília Arraes 
Alianças políticas artificiais nem sempre são bem sucedidas e Pernambuco registra alguns exemplos. Peguemos um de Serra Talhada na eleição municipal de 2012. Fez-se uma aliança artificial entre os deputados Inocêncio Oliveira e Augusto César, adversários históricos no município, para tentar eleger o deputado Sebastião Oliveira à prefeitura. O ajuntamento resultou num grande fiasco. O candidato do PT, Luciano Duque, denunciou a artificialidade da aliança e ganhou a eleição. Em 2016 tivemos um caso semelhante no município de Ipojuca. Juntaram-se o então prefeito Carlos Santana e seu histórico adversário Pedro Serafim Filho para tentar derrotar o candidato da oposição, Romero Sales. O resultado foi outro fiasco. O povo não entendeu a aliança e elegeu o candidato contrário. Em Pernambuco, para as eleições deste ano, discute-se uma aliança entre o PT e o PSB (rompidos desde 2012) para apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara. Os protagonistas da aliança são o próprio governador e o senador Humberto Costa. O presidente regional do PT, Bruno Ribeiro, diz que “a aliança está evoluindo”, sinalizando que ela já teria sido chancelada pela cúpula petista, que prefere aliar-se ao PSB a bancar a candidatura própria de Marília Arraes. O acordo pode até dar certo para os dois lados, mas o que ocorreu no Rio em 1998 ainda está vivo na cabeça de muitos petistas. Lula impediu que Vladimir Palmeira disputasse o governo estadual para apoiar Garotinho, em troca do apoio de Brizola a sua candidatura presidencial. Garotinho venceu, quatro meses depois o PT rompeu com ele. E nunca mais acertou o passo naquele Estado.
Democracia com reformas
Teve pouca repercussão em Pernambuco o manifesto “Por um pólo democrático e reformista”, idealizado pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF) e o deputado federal Marcus Pestana (PSDB) em defesa de um “candidato de centro” à Presidência da República. O ex-presidente FHC, que está apoiando Geraldo Alckmin (PSDB), já subscreveu o documento.
É federal – 29 agentes ou delegados da Polícia Federal vão disputar mandato nas próximas eleições. Eles imaginam que podem se beneficiar eleitoralmente do prestígio da instituição, que cresceu na Lava Jato. De Pernambuco há apenas um: o vereador de Olinda Jorge Federal (PR).
Dissidência – Caso se concretize a aliança do PT/PSB em Pernambuco, a vereadora Marília Arraes (PT) não subirá no palanque de Paulo Câmara. O provável é que ela fique dissidente no partido e se candidate à Câmara Federal, apoiando Armando Monteiro (PTB) para governador.
A volta – Floresta pode continuar com dois deputados em 2019, um estadual (Rodrigo Novaes) e outro federal (Kaio Maniçoba). Rodrigo pertence ao PSD e Kaio ao Solidariedade. Ambos estão praticamente sozinhos no Sertão de Itaparica onde têm seus principais redutos.
Cálculo difícil – É tarefa difícil para os economistas calcular os prejuízos causados a Pernambuco pela greve dos caminhoneiros. Hoje, é impossível fazer esse cálculo porque o prejuízo foi generalizado: na indústria, no comércio, na avicultura, no pólo de frutas do São Francisco, no Governo do Estado e nos municípios.
Pedido idiota – Incrível como a 4 meses das eleições ainda haja pessoas no Brasil pedindo o “Fora, Temer”. O presidente sairá em 1º de janeiro, mas mesmo que saísse agora seria substituído por Rodrigo Maia (DEM-RJ), para governar com os mesmos partidos. Então, de que adiantaria?
 Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...