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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O desafio de 2020 para quem tem mandato


O pleito municipal só acontecerá daqui a mais ou menos dois anos, mas já é possível perceber as primeiras cristalizações do processo agora. Em um cenário nacional de instabilidade das instituições do país, a desconfiança com relação à classe política deve ser levada por osmose ao plano das cidades e afetar diretamente o resultado das urnas. Por falta de conexão com o eleitorado, o efeito de derrota generalizada de grandes clãs políticos em 2018 tem tudo para se repetir em 2020. Além disso, com o fim das coligações em eleições proporcionais, muitos vereadores têm relatado enorme dificuldade para manter o partido ao qual estão filiados e não negam a debandada de ex-candidatos.

Pensando em partidos onde não sejam usados como impulsionadores, “as caldas”, como se refere àquela que servem de escada para outros, agora buscam legendas onde ninguém de mandato tenha vez. “É melhor para nós”, explica um pré-candidato a vereador da capital. Este movimento obriga candidatos pesados a se aglutinarem e formarem chapões da morte, enquanto os ‘pequeninos’ ficam em chapas bem mais leves e capazes de eleger mais edis Somando este fato ao péssimo desempenho de nomes consolidados, há quem preveja uma enxurrada de novos políticos iniciando mandato em 2021.

Com menos candidatos dispostos a ajudar na soma do coeficiente, todos os demais que não conseguiram boas somas de votos este ano e querem se reeleger, devem suar a camisa com trabalho nas ruas, ou darão espaço a nomes novos como Júnior de Cleto e Felipe Oriá, na capital.

Com relação aos prefeitos, é importante notar que efeitos de troca, onde o gestor não se reelegeu ou não fez sucessor, devem se repetir na próxima eleição, em especial, nos municípios onde o prefeito tem sido mal avaliado, como Camaragibe, Olinda e Carpina. Nas cidades onde a articulação política tem caminhado de mãos dadas com o trabalho, ainda assim, haverá páreo duro pela entrada de nomes fortes ligados ao povo, como a disputa de Caruaru, onde nomes como o de Zé Queiroz, Delegado Lessa e Fernando Rodolfo, se dispõem a enfrentar a prefeita Raquel Lyra. Já na região metropolitana, o provável embate do grupo Ferreira com a Delegada Gleide Ângelo tem tudo pra aumentar a temperatura em Jaboatão.

Assédio – Dois políticos estão sendo altamente procurados para ouvir elogios e receber apertos de mão: Paulo Câmara e Luciano Bivar. O primeiro, pelo fato de ter sido reeleito em primeiro turno e ter mais 4 anos comandando a poderosíssima máquina estadual; e o segundo pela proximidade com o presidente eleito.

A volta por cima – Luciano Bivar conseguiu um grande efeito com apoio dos bolsonaristas ao saltar de menos de 30 mil votos em 2014 para quase 120 mil em 2018. Ele fica credenciado para disputar a prefeitura do Recife em 2020 pela larga votação obtida na cidade este ano e tende a concentrar os votos do “mito” em si.

Pensando antecipado – Já tem deputado eleito que sequer foi diplomado mas já pensa em transferir o domicílio eleitoral no ano que vem. Observando o bom resultado de 2018 em cidades importantes de Pernambuco, pensam em sair candidatos a prefeito na condição estruturada que o mandato lhes garante.

Prós e contras – Apesar de Bruno Araújo ser um nome forte para assumir a presidência nacional do PSDB por transitar bem em Brasília, pesa contra ele o fato do desempenho pífio do partido em Pernambuco sob o seu comando. De 3 deputados federais, a legenda passou a não ter nenhum.

Escrito por Marcelo Velez

Fonte: Blog Ponto de Vista.

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