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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

É preciso frear o Deltan Dallagnol


Reportagem publicada ontem pela Folha de São Paulo revela que o ex-presidente Lula não era o único “peixe graúdo” que o procurador Deltan Dallagnol pretendia desmoralizar no âmbito da Lava Jato, coordenada por ele no Paraná. O jornal destaca também, com base em gravações telefônicas não autorizadas pela justiça, que o hoje presidente do STF, ministro Dias Tofolli, também esteve na mira do procurador, que a essa altura do processo já deveria ter sido afastado do cargo pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Dallagnol pôs a Lava Jato no encalço do ministro tanto para levantar informações sobre suas finanças pessoais como também de sua mulher, que é sócia de um escritório de advocacia, em Brasília. O procurador sabe que não tem competência para investigar ministro da Suprema Corte, mas o seu propósito era outro: desmoralizar o ministro de origem petista, assim como fez com o ex-presidente Lula. Ou o CNMN enquadra essa turma da Lava Jato, agora, ou daqui a pouco ela passa a se considerar acima do bem e do mal. Porque “semideuses” esses procuradores já se acham desde que conseguiram mandar para a cadeia Lula, Zé Dirceu e Antônio Palocci.

Bons e velhos tempos!

Bons e velhos tempos eram aqueles em que juízes e promotores “falavam” apenas, e tão somente, nos autos. Nada de entrevistas, nada de combinar investigações contra este ou aquele réu, nada de antecipar trechos de denúncias ou de sentenças a serem prolatadas. Sérgio Moro e Deltan Dallagnol violaram essa regra e estão com o prestígio em baixa.

Direito do presidente

Bolsonaro substituiu ontem 4 dos 7 membros da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério dos Direitos Humanos, entre eles a presidente Rosa Maria Cardoso da Cunha, que é pernambucana e integrou a Comissão Nacional da Verdade. Ele tem todo o direito de fazer isto, só não pode apagar a história com uma esponja.

Noite de autógrafos

O advogado e escritor Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco, autografou ontem em SP (Vila Madalena) a edição bilíngue do mais novo livro de sua autoria – Diálogo no mundo contemporâneo – Por uma cultura de paz. A última sessão de autógrafos tinha sido na Feira Literária de Paraty (RJ), onde o tema foi Euclides da Cunha.

Cheiro de perseguição

Está com cheiro de perseguição o processo administrativo instaurado pela Secretaria de Defesa Social contra a delegada Patrícia Domingues, ex-titular da extinta Decasp. Ela não foi notificada sobre a sindicância que antecedeu o processo e não sabe sequer de que a acusam. Não dar explicações a pretexto de não emitir “juízo de valor” é próprio de ditaduras.

De pires na mão

Pernambuco tem duas obras hídricas inacabadas à espera de recursos da União: Adutora do Agreste e as Barragens de contenção na Mata Sul (Panelas II, Gatos, Igarapeba e Barra de Guabiraba). Para concluir a primeira são necessários 500 milhões e, a segunda, 327 milhões. Significa que vamos continuar em Brasília “de pires na mão” durante muitos anos.

A preliminar de 2022

É desejo de André de Paula, presidente regional do PSD, que o partido saia das urnas de 2020 com pelo menos 20 prefeitos, entre eles o de Caruaru (Raffiê Delon) e o de Petrolina (Júlio Lossio). É o maior presente que se pode oferecer ao presidente nacional, Gilberto Kassab, que hoje se reunirá no Recife com a sua militância no plenário da Alepe.

Governar o governo

O ex-governador Raimundo Colombo (SC), que integra a direção nacional do PSD, também estará hoje na Alepe para participar de um debate com a militância do partido. Autor da célebre frase de que, no Brasil, é preciso “governar o governo”, Colombo perdeu a disputa para senador em 2018. Foram eleitos Esperidião Amin (PP) e Jorginho Melo (PR).

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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