Teste Teste Teste

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Draco encaminha à Justiça inquérito que investigou prefeitura de São Lourenço. Investigação teve início na antiga Decasp


A Polícia Civil de Pernambuco remeteu ao Poder Judiciário nesta segunda-feira (7) o inquérito policial referente à Operação Tupinambá, que apurou suspeita de crimes na administração de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. A investigação teve início na antiga Decasp (Delegacia de combate aos crimes contra a Administração e Serviços Públicos), em 04 de agosto de 2017.

A continuação do inquérito foi conduzida pela delegada Sylvana Lelis, do Departamento de Repressão aos Crimes Organizados (Draco).

As irregularidades apontadas são relacionadas a contratos firmados entre a prefeitura municipal e sócios de empresas contratadas nas áreas de saúde e infraestrutura.  Em 2018, graças às investigações, o prefeito Bruno Pereira (PTB) foi afastado do cargo.

De acordo com a Polícia Civil, a conclusão do inquérito resultou no indiciamento “de pessoas físicas envolvidas nas contratações em questão”. 

As empresas investigadas na Operação Tupinambá também foram alvos de duas outras ações da Polícia Civil: a Ratatouille, que teve como alvo a gestão no Cabo de Santo Agostinho, e a Hárpalo, que atingiu a prefeitura de Camaragibe, cidade vizinha.

Irregularidades apontadas
Em 2018, a promotora Mariana Pessoa de Melo Vila Nova pediu o afastamento do prefeito Bruno Pereira da gestão por conta de possíveis irregularidades em contratos na compra de pneus e na saúde.

Em relação à compra de pneus, a promotora afirmou que houve afronta ao Princípio da Publicidade no pregão que escolheu a fornecedora de pneus para a frota do município. A promotora questiona também a ata de pesquisa de preços. “A Prefeitura de São Lourenço da Mata, além de realizar pesquisa de preços em única fonte (Portal de Compras Federal) buscou, preços em estados muito distantes do Município, o que pode levar a utilizar-se de valores que não refletem a realidade do mercado local”, afirma.



“Ocorreu Ausência de quantitativos mínimos a serem contratados, vez que o referido pregão foi realizado sem que o edital e seus anexos estabelecessem uma expectativa de consumo mínimo para cada item a ser contratado o que dificulta a obtenção de ganhos de escala, dando margem a preços distorcidos já que os fornecedores não tinham ciência prévia de quantitativos mínimos de itens que poderiam ser fornecidos para a Administração durante a execução do contrato”, acusou ainda. “Houve excesso de formalismo que restringe a competitividade resultando em desclassificação indevida de empresas participantes.”

Na outra ação, o credenciamento de empresas para a realização de exames médicos volta a ser questionado. A contratação de uma empresa em São Lourenço no ano passado é alvo da investigação que afastou o prefeito no ano passado.


Bruno Pereira foi afastado por decisão liminar em setembro de 2017, a pedido da Polícia Civil, por causa das investigações da Operação Tupinambá. A ação apura suspeita de fraudes nas contratações de empresas de coleta de lixo e de realização de exames clínicos. Além disso, de desvio de função de servidores e da aplicação de recursos da Lei Orçamentária. A apuração foi iniciada pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público, após denúncia.

O presidente da Câmara dos Vereadores, Dênis Alves (Podemos), na época, se colocou como um dos denunciantes. Ele é aliado do vice de Bruno Pereira, Gabriel Neto (sem partido), com quem o prefeito rompeu desde o início do mandato.

Com a palavra, a prefeitura de São Lourenço da Mata.

Fonte: https://m.blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2019/10/07/draco-encaminha-a-justica-inquerito-que-investigou-prefeitura-de-sao-lourenco/?fbclid=IwAR1ScGBkz48AfN4LV1xdYZjrs9aPO-e6oOtyzn8aI1PP93mE1RCURmRqIQ0

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...