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sábado, 26 de outubro de 2019

Marina vê Salles "prevaricando" e secretários a "pão e água"

Marina SilvaFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

Na avaliação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, os ministros da gestão Bolsonaro "não têm atitude republicana". Quando era titular da pasta, ela narra, "dialogava com todos os governadores". E emenda: "Independente se era do PT, se não era do PT. Eu era ministra do Brasil, não era do Partido dos Trabalhadores, ainda que, à época, fosse filiada". Em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7, ontem, ela argumentou o seguinte: "Você tem que saber fazer a separação entre a sua função institucional em benefício do País, em benefício de uma situação delicada como essa, gravíssima, que está assolando o Nordeste brasileiro". Marina faz referência ao fato de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ter passado por Pernambuco sem comunicar ou procurar o governador Paulo Câmara, com quem ela conversou recentemente. "É falta de postura institucional. Por isso que entramos com ação no Supremo para cassar esse ministro, para impeachar esse ministro, porque ele está prevaricando das suas atribuições".

A Rede, partido de Marina, protocolou, ainda em agosto, pedido de impeachment de Salles no STF, apontando crime de responsabilidade por omissão no caso das queimadas da Amazônia. Marina prossegue: "Ele não pode colocar os problemas ideológicos acima dos interesses da população do Nordeste. O governador foi eleito democraticamente. O presidente Bolsonaro foi eleito democraticamente. Eles têm que ter relações institucionais e não prejudicar o Nordeste, porque o governador não é do partido dele". Antes, Marina, atenta às movimentações locais relacionadas ao vazamento do óleo, registrara que o secretário de Meio Ambiente (José Bertotti) tem "o tempo todo manifestando critica muito forte à negligência do Governo Federal e como os secretários de Meio Ambiente estão a pão e água no Nordeste, sem apoio". Pondera, então, "talvez, até, porque a maioria dos governadores do Nordeste não reza uma cartilha do presidente Bolsonaro".

Nem tocou no assunto
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi o quarto a passar por Pernambuco essa semana. Como fez o titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles,também não procurou Paulo Câmara, mas, desde a quarta, em Brasília, havia combinado a visita com o secretário de Turismo, Rodrigo Novaes, que o acompanhou.

Linha cruzada> Marina Silva tomou a iniciativa de telefonar para Paulo Câmara. "Ele está muito preocupado com tudo que está acontecendo, sobretudo com a falta de apoio do Governo Federal. O Governo Federal agiu tardiamente", relatou Marina.

Protesto > Como a coluna antecipou, Marina desembarca, hoje, no Estado para manifestação contra o descaso do Governo Federal com o vazamento de óleo, às 14h, em frente à Alepe.

Maia em PE> Presidente da Câmara, Rodrigo Maia estará em Pernambuco no próximo dia 4, quando será homenageado, junto com parlamentares federais, pela Novabio e pelos que compõem a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. A Maia e aos deputados, será oferecido almoço na Arcádia de Boa Viagem, às 12h.

OAB x ÓLEO > A OAB-PE promove duas audiências públicas na na segunda. Às 9h, o tema será os reflexos do derramamento de óleo no Nordeste, comandada pela vice-presidente, Ingrid Zanella, especialista em direito portuário e marítimo.

Combustão > A Comissão de Meio Ambiente da Alepe convocará o administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, para prestar esclarecimentos sobre o projeto que proíbe veículo a combustão no arquipélago. Deputados não viram com bons olhos a ausência dele, em audiência na ilha, na última quinta. Caso não compareça, dizem, cabe crime de responsabilidade.

Fonte: Folha de PE.

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