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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

"É uma temeridade", pondera Wolney sobre nova Constituinte

Wolney QueirozFoto: divulgação

A posição do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, no sentido de que "não é melhor caminho uma mudança constitucional" para tratar da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, ganha eco entre os parlamentares no Congresso Nacional. Nas coxias, muitos têm apontado como "sem pé nem cabeça" a ideia lançada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Indagado sobre a proposta, o deputado federal Wolney Queiroz, que preside o PDT em Pernambuco, a definiu como uma "temeridade". "É uma temeridade num momento de extremos como está o Brasil, de uma sociedade polarizada, quando as pessoas perdem um pouco o centro, perdem um pouco o foco do que é essencial e se perdem na disputa política, na disputa ideológica, e isso é o pior cenário para construção de uma Constituição", argumenta Wolney.

Em linha similar a de Rodrigo Maia, o dirigente adverte que "quando se ousa alterar uma daquelas (cláusulas), é possível que se altere outras e seria uma calamidade mexer nessa espinha dorsal". O democrata alertara que um movimento de mudança constitucional poderia "ser instrumento de restrições de liberdade". O pedetista, por sua vez, defende que uma Constituição só se dá em clima de ruptura. "Agora, não estamos vivendo clima de ruptura", sublinha Wolney. E numa projeção de eventuais trâmites, considera que uma nova Constituinte pressupõe, "primeiro, ela ser convocada e haverá eleição específica para que constitua-se uma Assembleia Constituinte com membros eleitos para essa finalidade". E prossegue: "Isso teria que esperar o final desse mandato para que, em 2023, ela fosse eleita e, em 2024, se começasse a discutir uma nova Constituição e, aí, levaria dois anos para promulgar, em 2026, uma coisa a longo prazo". Diante do contexto, Wolney considera que a fala de Alcolumbre "deve ter sido uma força de expressão que ele usou".

Quem tem lugar na comitiva

O governador Paulo Câmara embarca para Europa amanhã em missão com os governadores que integram o Consórcio Nordeste. Na comitiva dele, além de Antonio Figueira, da Assessoria Especial, estarão os secretários Bruno Schwambach (Desenvolvimento Econômico) E Gilberto Freyre Neto (Cultura).

Cultural > Segundo palacianos, Gilberto Freyre Neto deve se incorporar ao grupo na Alemanha, onde a agenda deve ter foco cultural. Atrair investimentos para Suape também é um dos planos. Paulo Câmara viaja amanhã e retorna ao Estado no próximo dia 25.

Tudo bem... > Na passagem do Consórcio Nordeste pela Itália, há possibilidade de um contato produtivo, visando a viabilizar mais negócios italianos com Pernambuco. O governador Paulo Câmara e Bruno Schwambach vão encontrar, junto com a comitiva, empresários de diversos setores, com apoio da Confederação Geral da Indústria Italiana.

...amarrado > Considerando, de quebra, a ideia de atrair empresas do agronegócio, há uma oportunidade extra no radar: representantes do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) confirmaram presença.

Carrapato > Diante da ideia de uma nova Assembleia Constituinte para resolver a questão da prisão em segunda instância, o líder do PSD na Câmara Federal, André de Paula, à coluna, considera que isso é "mais ou menos como matar a vaca para matar o carrapato". Não vê chance de isso se concretizar.

CPI > Como a coluna antecipou, Rodrigo Maia informou a Tadeu Alencar que instalará a CPI do Vazamento de Óleo e, segundo deputados próximos, já teria avisado que a presidência ou relatoria ficaria com o PSB. Leia-se: com João Campos, autor da proposição.

Fonte:Folha de PE.

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