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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Após ameaça a jornalista, Jair Bolsonaro quebrou recorde negativo nas últimas 24 horas

 

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Atenção aos artistas supera políticos nos ataques a Bolsonaro

Por Manoel Fernandes, Diretor BITES

O presidente Jair Bolsonaro quebrou um recorde nas últimas 24 horas. Não em função dos 35 mil fãs que passaram a seguir seus perfis oficiais nas redes sociais.

Esse crescimento se manteve dentro do padrão dos últimos meses.

A novidade ocorreu após a agressão contra um jornalista na tarde de domingo.

Considerando os últimos 12 meses, entre ontem e hoje, nunca houve tantas referências negativas ao perfil do presidente no Twitter (@jairbolsonaro).

Até às 19h de hoje, 1,7 milhão de tweets foram publicados com referências ao pagamento de R$ 89 mil pelo ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz à primeira-dama Michelle Bolsonaro, o equivalente a 2,5% do volume mapeado pelo Sistema Analítico BITES desde agosto de 2019.

Essa pressão veio na sua maior parte de artistas, jornalistas e influenciadores digitais, como a cantora Anitta e Caetano Veloso.

O post de Felipe Neto reproduzindo a mensagem “Presidente @jairbolsonaro por que sua mulher Michelle recebeu R$89.000,00 de Fabrício Queiroz?” havia alcançado no final de hoje 18 mil RTs. A segunda posição era da jornalista Gabriela Priolli (17 mil).

Esse movimento também se refletiu na criação de hashtags negativas. Nove foram aparecendo ao longo das últimas horas e #respondebolsonaro foi a mais utilizada.

No total, essas expressões apareceram em 1,3 milhão de tweets.

Mesmo assim, o ataque contra Bolsonaro permaneceu restrito aos desafetos habituais, mas a novidade foi a hegemonia de influenciadores digitais, como Anitta, Caetano Veloso e Fabio Porchat, sobre políticos tradicionais que não conseguiriam atrair a mesma atenção.

Os 18 mil retuítes de Felipe Neto, por exemplo, representam a soma dos RTs alcançados pelos deputados Alessandro Molon, Tabata Amaral, Marcelo Freixo, Benedita da Silva, o senador Randolfe Rodrigues e o vereador paulista Eduardo Suplicy.

Fonte: Blog do Jamildo.