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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Em comum, Patrícia e Mendonça tem a aposta no voto útil


Nas hostes oposicionistas, alguns recados circularam, nos últimos dias, nas coxias, no sentido de tentar arrefecer os ataques do candidato do Democratas à Prefeitura do Recife, Mendonça Filho, à delegada Patrícia Domingos. Pessoas ligadas aos dois prefeituráveis pautaram o assunto em conversas reservadas e passaram a fazer uma conta de que as ofensivas mútuas podem acabar somando para que a candidata do PT, Marília Arraes, chegue ao 2º turno. O vereador André Régis, do PSDB, chegou a fazer um alerta na tribuna da Câmara dos Vereadores essa semana e, em meio ao zum-zum-zum-zum no bastidor e sem recuo do democrata, Patrícia Domingos emitiu uma nota reagindo e subindo o tom. No texto, afirmou que o adversário está "desidratado" e que por isso a ataca. Na campanha do democrata, há um entendimento cristalizado de que quem partiu para o ataque primeiro foi a campanha da delegada.

Aliados de Mendonça anotaram disparos realizados ainda na convenção de Patrícia e afirmam que a delegada levou à TV propaganda em que exibia uma máquina de xerox para dizer que Mendonça, Marília e João Campos seriam "iguais", citam ainda insinuações de caixa 2 contra o democrata. Para o grupo, os disparos realizados pelo deputado Daniel Coelho também são debitados na conta de Patrícia. Ele é o coordenador da campanha dela. A coligação Mudança Já, por sua vez, apontou "linchamento, carregado de xenofobia, promovido pelo candidato Mendonça Filho, do DEM" e atribuiu isso ao "desespero das velhas oligarquias". O texto diz ainda que Mendonça usa a TV e o rádio “para propagar ataques contra Patrícia". Na campanha de Mendonça, o que Patrícia chama de ataque é definido como "uma apresentação da delegada ao Recife". Faz-se referência à exibição, na TV, dos termos usados por Patrícia para se referir à cidade, entre eles, “Recífilis”. Integrantes da campanha do democrata repisam que ninguém agrediu a candidata do Podemos. Em meio a esse cabo de guerra, há só um pont parece ser interesse comum às duas candidaturas: o voto útil. Os dois lados apostam nele para chegar ao 2º turno.

Me dê motivos para ir embora
Na campanha de Patrícia Domingos, se entende que Mendonça Filho, em eventual 2ª turno, teria motivos para apoiar João Campos, caso o socialista se encontre em um cenário de enfrentamento com Marília Arraes. "Com PT x PSB, ele teria justificativa para votar no PSB, visando uma construção de candidatura proporcional para 2022", sugere uma fonte em reserva. Na campanha de Mendonça, por sua vez, nem se cogita a hipótese de ele não seguir para o 2º turno e há quem reaja: "No 2º turno, Patrícia vai escolher se vota em Mendonça ou em João Campos ou Marília, porque a gente vai estar lá".

Em on > Na nota em que critica Mendonça, a coligação Mudança Já torna público argumentos que já vinham sendo repisados nos bastidores. Diz que o democrata "tenta impedir que alguém da Oposição vá para o 2º turno". Diz também que a intenção de Mendonça seria "preservar a candidata do PT, Marília Arraes". 

Tribuna > O vereador André Régis considera que Patrícia e Mendonça têm mais chances de chegar ao 2º turno do que Marília em função do voto útil. Mas adverte: "Só que não devem se atacar mutuamente, até porque trata-se de um jogo de dois turnos". André calcula: "O eleitor de Mendonça, anti-PSB, se migrar para Patrícia, ela passa Marília e vai para o 2º turno. No 2º turno, vai haver necessidade de unidade. Esse embate só aumenta taxa de rejeição”.

Debate > A Associação da Imprensa de Pernambuco promove debate entre os candidatos à Prefeitura do Recife 
no dia 10, às 18h. Só João Campos e Mendonça Filho ainda não confirmaram.

Fonte: Folha de PE.

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