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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Uma disputa entre históricos e ex-aliados


 Caso se confirme o cenário político de disputa entre o atual prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB) e o secretário Geraldo Júlio (PSB) ao governo do estado teremos uma disputa inédita em Pernambuco. O PSB já enfrentou o DEM, o MDB, o PTB, mas sempre com o apoio da família Coelho, com exceção de 2018, quando FBC apoiou Armando Monteiro.


O PSB ajudou muito na carreira política de Fernando Bezerra Coelho. Foi através do partido que o mesmo chegou a ser secretário de estado, ministro e senador da república. Também foi pelo partido que Miguel conseguiu chegar ao comando da prefeitura de Petrolina.


Mas também houve uma recíproca de Fernando. Líder político forte em Petrolina, FBC aceitou ser vice de Arraes em 1998 quando o governador passou pela pior campanha de sua história política. Em 2014, Fernando foi um dos grades defensores do nome de Paulo Câmara depois do trágico acidente que vitimou Eduardo Campos. Mas, as contradições políticas colocaram os Coelhos distante da Frente Popular tão logo se iniciou o governo de Paulo em 2015 que veio a explodir em 2016 durante o processo de impeachment quando o deputado Fernando Filho aceitou o convite de Michel Temer para ser ministro com o deputado ainda filiado ao PSB.


Ali ficou clara às rusgas entre o PSB e os Coelhos. Chegou-se a cogitar o nome de Fernando para o governo do estado em 2018 mas questões partidárias impediram que o projeto vingasse. FBC ficou preso ao MDB que apoiou Jarbas para o senado. 


Agora é outro cenário e podemos ver finalmente uma briga eleitoral no estado entre os Coelhos e a Frente Popular.


O caminho da volta - Ainda há quem diga no meio político que o senador Fernando Bezerra Coelho seja candidato à reeleição ao senado na chapa da Frente Popular. Um caminho que significaria a volta do grupo que afastou desde 2016. Difícil. FBC está ligadíssimo a Bolsonaro nacionalmente e faz parte do seu projeto aqui no estado.


O mundo pequeno - Em 2010, Eduardo teve em seu palanque uma ampla frente de apoio a sua reeleição que contava com Armando Monteiro candidato ao senado, João Paulo a deputado federal e também Paulo Rubem. Em 2014 os três fizeram parte do grupo adversário de Paulo Câmara que era o candidato de Eduardo. Agora em 2022, o PSB pode enfrentar novamente quem já foi do seu palanque pois tanto Miguel Coelho, Anderson Ferreira e Raquel Lyra apoiaram o governador em 2014.


Não custa o lembrete - O único deputado federal que fez oposição ao PSB e ao PT em Pernambuco foi Daniel Coelho. Este nunca esteve nem em um palanque e nem no outro. Todos os mandatos conquistados por Daniel foram sempre pela oposição a Eduardo, João Paulo (Então Prefeito do Recife) e a Lula. Isso na época em que eram considerados imbatíveis.


Combate a covid - O Governo de Pernambuco anunciou nesta sexta-feira (26.02), novas medidas restritivas, válidas para todo o território. A partir da noite do próximo sábado (27.02), até o dia 10 de março, estará proibida qualquer atividade não essencial, entre as 22h e as 5h. A decisão, comunicada pelo governador Paulo Câmara em pronunciamento, tem o objetivo de conter o novo avanço da doença, que pressiona o sistema de saúde estadual, registrando atualmente uma taxa de ocupação de UTI acima dos 90%.


Auxílio - O governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) sancionou nesta sexta-feira (26) o projeto de lei que assegura o auxílio emergencial para artistas e grupos carnavalescos pernambucanos. O benefício será destinado ao setor cultural do estado, que sofre os impactos do cancelamento do carnaval deste ano, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.


Silvinho Silva, editor do Blog

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Fonte: Blog do Silvinho.

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